quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Como pensas Charlie?

Ela provocou-me, diz o estuprador numa defesa insensível, perante o juiz.

O juiz relê o processo que tão bem conhece por tudo o que aconteceu.

Uma criança, quase nos seus imensos 12 anos, dirige-se a casa de uma amiga para com ela, e outros amigos, celebrarem a sua juventude.

É verão, o calor sentia-se com mais força nas 15 horas que o relógio marcava, o mp3 tocava uma música que os headphones transmitiam nos seus ouvidos, balançava o corpo ao som da música enquanto caminhava, a sua roupa tal como ela soltava-se ao vento, alheada do mundo concentrada na sua alegria de viver.

O enegrume escondia-se na sombra.

Ele 48 anos ela quase 12, ele não se limitou ao assédio violou, porque ela sem reparar na insignificância dele, provocou-o diz ele.

E a mentalidade não justifica que a maturidade se sobreponha a uma imaginária ou mesmo possível provocação?

O juiz olha em frente e pensa...

... Como pensas Charlie?

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