Ela provocou-me, diz o estuprador numa defesa insensível, perante o juiz.
O juiz relê o processo que tão bem conhece por tudo o que aconteceu.
Uma criança, quase nos seus imensos 12 anos, dirige-se a casa de uma amiga para com ela, e outros amigos, celebrarem a sua juventude.
É verão, o calor sentia-se com mais força nas 15 horas que o relógio marcava, o mp3 tocava uma música que os headphones transmitiam nos seus ouvidos, balançava o corpo ao som da música enquanto caminhava, a sua roupa tal como ela soltava-se ao vento, alheada do mundo concentrada na sua alegria de viver.
O enegrume escondia-se na sombra.
Ele 48 anos ela quase 12, ele não se limitou ao assédio violou, porque ela sem reparar na insignificância dele, provocou-o diz ele.
E a mentalidade não justifica que a maturidade se sobreponha a uma imaginária ou mesmo possível provocação?
O juiz olha em frente e pensa...
... Como pensas Charlie?
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