quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Dilema

Ando com um dilema.
Tenho um casal amigo que em tempos me pediu um empréstimo, eu disse-lhes que até lhes emprestava o dinheiro mas que eles tinham de fazer um esforço para reduzir as despesas do agregado familiar, não gostaram muito e continuaram a fazer a mesma vida.
Aqui à uns tempos disseram-me que precisavam de mais dinheiro e mais tempo para pagar, disse-lhes que mais tempo até se podia arranjar mas mais dinheiro para quê? Se continuavam a gastar acima daquilo que recebiam, que podiam cortar em coisas como ir ao café todos os dias, podiam cortar nas refeições fora, podiam baixar a mesada do filho, podiam frequentar lojas de roupa mais baratas, podiam comprar produtos equivalentes mas mais baratos, ele podia deixar de fumar a marca que fuma e escolher uma mais barata ou até fazer eles os cigarros para reduzir os custos, etc. Trataram-me mal ameaçaram que não me pagavam nada que eu os andava a explorar e que tinha era de lhes emprestar mais dinheiro.
No outro dia vieram ter comigo e disseram-me que agora a gestão do orçamento ia ser feita pela marido. Veio pedir-me compreensão e que ia arrumar a casa mas que precisava de mais dinheiro e que eu lhe perdoasse metade do empréstimo, se não, não pagava nada (????) disse-lhe que ele tinha de ter medidas concretas para reduzir as despesas, nunca irá conseguir nada se gastarem mais do que entra na casa. Adiei a minha decisão para mais tarde, (precisava de um tempo para pensar, afinal é meu amigo.
Soube agora que aumentou a mesada do filho.
Estou a ver-me grego com estes fulanos e o meu dilema é, que faço?

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Como pensas Charlie?

Ela provocou-me, diz o estuprador numa defesa insensível, perante o juiz.

O juiz relê o processo que tão bem conhece por tudo o que aconteceu.

Uma criança, quase nos seus imensos 12 anos, dirige-se a casa de uma amiga para com ela, e outros amigos, celebrarem a sua juventude.

É verão, o calor sentia-se com mais força nas 15 horas que o relógio marcava, o mp3 tocava uma música que os headphones transmitiam nos seus ouvidos, balançava o corpo ao som da música enquanto caminhava, a sua roupa tal como ela soltava-se ao vento, alheada do mundo concentrada na sua alegria de viver.

O enegrume escondia-se na sombra.

Ele 48 anos ela quase 12, ele não se limitou ao assédio violou, porque ela sem reparar na insignificância dele, provocou-o diz ele.

E a mentalidade não justifica que a maturidade se sobreponha a uma imaginária ou mesmo possível provocação?

O juiz olha em frente e pensa...

... Como pensas Charlie?

Religiões

A religião ensina que primeiro deus depois tudo o resto.
Se ofenderem a mãe do papa ele dá um murro se ofenderem o deus dele....
A religião não mata ninguém já a ignorância com que ela nos envolve não sei.