Vamos entrar na era, em que cada um que nasce, não tem como principal finalidade de vida alcançar a felicidade.
Vamos começar a nascer para curar outro alguém, daqui a uns tempos iremos nascer para trabalhar mais, para ter menos capacidade de raciocínio e mais força muscular, o inverso também é válido, nascer para não sentir dor e ser um depósito de órgãos para outros, enfim abrem-se mil e uma oportunidades neste novo negócio, nascer como alguém quer que nós sejamos, o filme a Ilha retrata este tema.
Estamos a gerir a selecção natural a nosso bel prazer, já não vamos evoluir como sendo os mais aptos para enfrentar as dificuldades que se nos apresentarem, não vamos precisar, para isso nascerão outros para o fazer. A evolução com base na premissa de que o mais forte ou o mais apto sobrevive está arredada do nosso horizonte. A medicina já não busca a cura, em vez disso, arranja um substituto para esse fim, será também isto um travão ao progresso da medicina? O tempo o dirá.
Temos brincado com este tema nos últimos anos, os animais têm sido até aqui os nossos brinquedos preferidos, o cão que temos como companheiro é disso exemplo, sabemos que todos, ou quase todos, têm problemas congénitos devido a essa evolução, não dominamos ainda por completo essa técnica mas já elevamos o patamar.
Pensa um pouco, como seria a tua vida se nascesses com o único objectivo de curar outro? E terias um filho com esse propósito, um filho substituto?
No entanto, outros não tem o direito de viver, apenas porque alguém não quer.
Época evoluída a nossa.